O próximo ciclo de reajuste do plano de saúde empresarial pode impactar significativamente o orçamento da sua empresa. A boa notícia é que, embora o aumento ainda venha em dois dígitos, ele tende a ser mais contido em comparação aos anos recentes. Vamos explorar como funciona esse reajuste, quais variáveis determinam o valor, quais percentuais estão sendo praticados e o que você pode fazer para se antecipar.
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Entenda como funciona o reajuste empresarial
Diferente dos planos individuais, que têm limite máximo determinado pela ANS (6,91 % para 2024), os planos empresariais não possuem teto fixo. O reajuste é definido pelas operadoras com base em fatores como:
- Sinistralidade do grupo (relação entre gastos assistenciais e receita)
- Perfil etário dos beneficiários
- Tamanho do grupo (número de vidas)
- Regiões e negociações de contrato
Para pequenas e médias empresas (até 29 vidas), a regra geral é o agrupamento de risco definido pela ANS, ou seja, todos no mesmo pool de reajuste, independentemente do uso de cada empresa.
Por que o reajuste está mais contido em 2025?
Para o primeiro trimestre de 2025, a Agência Nacional de Saúde Suplementar registrou uma sinistralidade de 79,2%, a menor no histórico iniciado em 2018. Isso significa que as despesas assistenciais cresceram menos do que a arrecadação, abrindo espaço para reajustes menos agressivos.
Operadoras registraram lucros recordes: R$ 7,1 bilhões só no primeiro trimestre de 2025, impulsionados por ganhos financeiros. Esse cenário reforça a expectativa de correções que equilibrem custos, sem impactar tanto o consumidor final.
Quais percentuais estão sendo praticados?
Para contratos empresariais de até 29 vidas, o reajuste médio praticado entre maio de 2025 e abril de 2026 está na faixa de 11,5 % a 15,5 %, com variações conforme operadora:
- Hapvida aplicou 11,5%, abaixo dos 16% no ano anterior
- Notredame Intermédica reajustou em 15,2% contra 19,2% em 2024
- Bradesco Saúde ficou com 15,1%, ante 20,96% no ciclo anterior
- SulAmérica aumentou 15,23%, menos do que os 19,67% de antes
- Amil aplicou 15,98%, reduzindo dos 21,98% em 2024
Algumas operadoras, como Unimed Nacional, aplicaram reajustes maiores — 19,5%, ultrapassando a média. Para planos PME, há uma faixa ainda maior: de 6,9% a 43,2%, conforme perfil da carteira de risco.
Confira os índices que serão aplicados por cada operadora:

O que influencia essa variação entre operadoras?
A diferença de índices entre operadoras normalmente se deve à:
- Gestão interna e eficiência operacional
- Estratégia de coparticipação (uso compartilhado pelo consumidor)
- Composição etária dos beneficiários
- Processos judiciais, como demandas por cobertura não prevista
- Variação do dolar e custos médicos hospitalares
Portanto, analisar apenas o percentual não basta — é preciso entender a política, o histórico de sinistros e a adequação ao perfil dos colaboradores.
Mas como se preparar para o reajuste?
1. Antecipação é a palavra-chave
Planeje negociações ao menos 90 dias antes da data de aniversário do contrato. As operadoras tendem a oferecer condições melhores quando há tempo de análise.
2. Monitoramento constante da sinistralidade
Acompanhe o desempenho do plano ao longo do ano. Um índice abaixo de 80 % traz poder de barganha. Se ultrapassar isso, revise as causas e busque alternativas como coparticipação.
3. Avalie migração e alternativas
Compare preços e coberturas. Operadoras mais eficientes costumam apresentar reajustes mais contidos.
4. Use coparticipação com estratégia
Limitar o uso desnecessário ajuda a controlar custos médicos e reduzir impactos no reajuste.
5. Procure suporte especializado
Consultorias e plataformas de gestão podem auxiliar no controle de dados, elaboração de relatórios e preparação para a renovação.
Além do corretor que já te atende, falar com uma outra corretora especializada pode te trazer novas soluções e serviços agregados que podem te ajudar no dia a dia ou até mesmo benefícios adicionais.
Existe chance de contestar reajuste abusivo?
Embora os planos empresariais não tenham limite mínimo de reajuste, decisões judiciais recentes têm aplicado limites similares aos individuais em casos de aumentos superiores a 20 %. Isso abre caminho para questionar reajustes desproporcionais.
Conclusão
O reajuste do plano de saúde empresarial em 2025/2026 deve girar entre 11,5 % e 15,5 %, num cenário mais equilibrado que o passado recente, graças à queda da sinistralidade e ganhos expressivos das operadoras. Ainda assim, é fundamental ter atenção, já que os percentuais podem variar bastante de acordo com o perfil da empresa e o tipo de contrato.
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